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17/11/2008
OIT aumenta esforços para ajudar o setor privado na luta contra o trabalho escravo
Manual ajuda empregadores a avaliar o risco de trabalho forçado e de tráfico de pessoas em seus negócios e cadeias produtivas
GENEBRA (Notícias da OIT) – A Organização Internacional do Trabalho (OIT) aumentará seus esforços para ajudar os empregadores e o setor privado na luta global contra o trabalho forçado, que atualmente afeta 12 milhões de pessoas em nível mundial.
O Programa Especial de Ação para Combater o Trabalho Forçado (SAP-FL) da OIT elaborou um manual destinado a fortalecer a capacidade dos empregadores e líderes empresariais de avaliar o risco de que exista trabalho forçado ou tráfico de pessoas em seus negócios e cadeias produtivas.
“O papel dos empregadores e do setor privado na luta contra o trabalho forçado é de vital importância”, disse Roger Plant, chefe do Programa Especial da OIT. “As empresas solicitam cada vez mais informação sobre como combater o trabalho forçado.Seguiremos apoiando-as”.
O novo manual, intitulado “Combater o trabalho forçado: Manual para empregadores e empresas”, oferece informação sobre temas tais como trabalho forçado, tráfico de pessoas, trabalho em prisões, certidão por dívidas, abuso nos sistemas de contratos de trabalho, horas extras, e demais formas de coerção no trabalho. A publicação foi elaborada depois de várias consultas com especialistas de empresas, organizações de empregadores em nível nacional e internacional e grupos da sociedade civil, todos eles pertencentes a diferentes setores econômicos e regiões do mundo.
O manual oferece conselho práticos para todo tipo de negócios, incluindo quais medidas adotar para prevenir ou erradicar o trabalho forçado nas cadeias produtivas.
O manual recebeu o apoio da Organização Internacional de Empregadores (OIE). O secretário-geral da entidade, Antonio Peñalosa, disse que a publicação oferece “novas ferramentas que ajudam as organizações de empregadores e seus membros a ter uma melhor compreensão do trabalho forçado, a adotar as medidas necessárias para evitar cair nesta prática e a contribuir para a erradicação total deste problema”.
David Arkless, vice-presidente de assuntos corporativos da Manpower, classificou esta nova iniciativa “como um passo oportuno que ajudará as empresas de todos os setores a enfrentar este importante desafio”.
“As organizações de empregadores, em particular, estão estrategicamente colocadas para levar adiante este trabalho dentro do setor privado. A participação das empresas é uma peça-chave na ampanha da OIT para erradicar o trabalho forçado em nível mundial”, concluiu Roger Plant.
Para mais informações:
http://www.ilo.org/sapfl/News/lang--en/WCMS_099621/index.htm
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